Estande em área externa: o que muda no projeto

Terreno, drenagem, vento e energia distante mudam o projeto do estande em feiras ao ar livre. Veja o que considerar.

Em feiras ao ar livre, o expositor ocupa um lote em área externa, e o projeto do estande passa a lidar com variáveis que não existem dentro de um pavilhão: terreno irregular, chuva, vento, sol direto e infraestrutura que raramente chega pronta ao ponto. É o formato dominante nas grandes feiras de agronegócio brasileiras.

Este texto lista o que muda em relação ao estande de pavilhão.

O terreno entra no projeto

Dentro de um pavilhão, o piso é plano e a estrutura apoia direto nele. Em área externa, o lote pode ter desnível, solo mole depois da chuva e diferença de cota em relação ao corredor de circulação.

Isso traz três exigências ao projeto:

  • Nivelamento. Estrutura de piso que corrija o desnível e crie uma base plana.
  • Fundação ou lastro. Pontos de apoio dimensionados para o tipo de solo, para que a estrutura não afunde nem se desloque.
  • Drenagem. Caminho para a água correr, evitando que ela acumule sob o estande ou na entrada.

Vento e cobertura

Toda superfície fechada em área externa funciona como vela e recebe carga de vento. Isso muda o cálculo de estrutura e o sistema de fixação, com ancoragem no solo e contraventamento.

A cobertura, quase sempre em tenda ou estrutura de lona tensionada, precisa considerar tanto o vento quanto o escoamento da chuva, com caimento definido e destino para a água que sai dela.

Energia e água chegam de outro jeito

Em pavilhão, os pontos de infraestrutura costumam estar próximos ao lote. Em área externa, a distância até o ponto de alimentação é maior, e isso afeta o projeto elétrico, o dimensionamento de cabo e a necessidade de quadro próprio.

Feiras de campo com estrutura extensa frequentemente trabalham com geradores. Quando é o caso, vale confirmar quem fornece, qual a potência disponível por lote e como funciona o rateio.

Sol, calor e conforto

O visitante chega ao estande depois de caminhar sob sol aberto. Isso torna sombra e ventilação parte do projeto, e não item de conforto opcional. Áreas cobertas de circulação, ventilação cruzada e climatização em ambientes fechados mudam o tempo médio de permanência no estande.

Demonstração de produto

É o motivo pelo qual boa parte das feiras de agronegócio acontece ao ar livre. O lote externo comporta o que o pavilhão não recebe:

  • Máquinas e implementos em escala real, com acesso para manobra.
  • Área de plantio demonstrativo, com cultivares em desenvolvimento.
  • Circulação de veículos para test drive e demonstração de operação.
  • Animais, em feiras com componente de pecuária.

Cada um desses usos tem exigência própria de acesso, piso e segurança, e precisa estar no projeto desde o início.

Comparativo com o estande de pavilhão

Item Pavilhão Área externa
Piso Plano e pronto Exige nivelamento e drenagem
Carga de vento Não aplicável Define estrutura e ancoragem
Cobertura Do próprio pavilhão Parte do escopo do estande
Energia Ponto próximo ao lote Distância maior, quadro próprio
Conforto térmico Ambiente já controlado Sombra e ventilação no projeto
Demonstração Limitada pelo espaço e acesso Máquinas, plantio e veículos

Onde isso aparece na prática

Feiras como o Show Safra Mato Grosso, a Agrishow, o Show Rural Coopavel, o Tecnoshow Comigo e o Primavera Farm Show trabalham com lotes externos ao lado de estruturas cobertas. A LX BR já executou estandes externos em eventos desse perfil, para clientes como IHARA, Koppert, Nufarm, UPL, Agroceres e SENAR.

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