Materiais usados na montagem de estandes de feira

Estrutura, fechamento, piso, comunicação visual e iluminação. O que se usa em cada grupo e como uma escolha limita a outra.

Um estande de feira combina, na maior parte dos casos, cinco grupos de material: estrutura, fechamento, piso, comunicação visual e iluminação. Cada grupo tem opções com prazo, custo e acabamento diferentes, e a escolha em um deles costuma restringir a dos outros.

Este texto descreve o que se usa em cada grupo e o critério prático de escolha.

Estrutura

É o que sustenta o estande e define até onde o projeto pode ir em altura e em vão livre.

  • Perfil de alumínio de sistema modular. Componentes padronizados montados por encaixe, reutilizáveis entre eventos. O Octanorm é o sistema mais conhecido do mercado brasileiro, e é um dos vários em uso.
  • Estrutura metálica. Usada quando há vão maior, mezanino ou elemento suspenso.
  • Marcenaria estrutural. Volumes construídos em madeira para formas que o modular não resolve.
  • Treliça de alumínio. Comum para pórticos, sustentação de iluminação e elementos aéreos.

Fechamento

São as paredes e superfícies que dão a face do estande.

  • Painel de MDF ou compensado. Base para pintura, adesivagem ou laminado. Aceita acabamento de qualquer cor.
  • Tecido tensionado. Impressão direta no tecido esticado em quadro de alumínio. Leve, com boa uniformidade de cor e sem emenda aparente em grandes superfícies.
  • Vidro e acrílico. Usados em vitrine e em divisórias que precisam de transparência.
  • Painel perfurado e ripado. Fecham parcialmente, controlando a visão entre ambientes.

Piso

O piso resolve duas coisas: nivelamento e passagem de infraestrutura.

  • Piso elevado com estrutura em madeira. Cria altura para passar cabeamento e corrigir desnível do pavilhão. Precisa de rampa de acesso.
  • Carpete aplicado direto. Solução mais simples e mais rápida, sem correção de nível.
  • Laminado e vinílico. Acabamento sobre o piso elevado quando o projeto pede aparência de piso rígido.

Em área externa, o piso ganha peso no projeto, porque passa a resolver terreno irregular e drenagem.

Comunicação visual

É a camada que carrega a marca e costuma ser a última a fechar no cronograma.

  • Adesivo impresso. Aplicado sobre painel liso, com recorte quando necessário.
  • Lona e tecido impressos. Para grandes superfícies e elementos suspensos.
  • Letra caixa. Volume recortado em acrílico, PVC ou metal, com ou sem iluminação.
  • Telas e painéis de LED. Conteúdo dinâmico, que exige ponto de energia e dimensionamento de carga.

Iluminação

A iluminação define o que o visitante enxerga primeiro e é frequentemente subdimensionada no projeto.

  • Spot direcionável. Destaca produto e área de atendimento.
  • Fita de LED. Usada em sancas, nichos e valorização de volumes.
  • Backlight. Painel iluminado por trás, que mantém leitura mesmo com o pavilhão claro.

O que amarra as escolhas

Decisão O que ela restringe
Optar por sistema modular Medidas passam a seguir o módulo do sistema
Usar piso elevado Exige rampa e altera a altura útil disponível
Incluir telas ou backlight Aumenta a carga elétrica a contratar do evento
Prever elemento suspenso Depende de autorização e de ponto de ancoragem do pavilhão
Adotar tecido tensionado Antecipa o fechamento da arte, por causa da produção

Tratamento antichama

Regulamentos de feira exigem que materiais de revestimento e fechamento tenham tratamento antichama, com comprovação. Esse é um dos pontos que mais reprova projeto em vistoria, e é resolvido na especificação, antes da compra do material.

A LX BR trabalha com esses grupos de material desde 2005, em estandes de pavilhão e de área externa. Veja também estande modular ou construído e o que muda no estande em área externa.

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