Em uma feira, o tipo de estande é definido por quantos lados dele ficam abertos para os corredores do pavilhão. Essa contagem determina de onde o visitante enxerga a marca, por onde ele entra e quanta estrutura precisa ser fechada com parede. Os quatro formatos usados no mercado brasileiro são o box, a esquina, a ponta de ilha e a ilha. Em feiras ao ar livre existe ainda o estande em área externa, que segue outra lógica de projeto.
A nomenclatura é a mesma em praticamente todos os pavilhões do país e aparece já na planta que a organizadora envia ao expositor. Saber ler esses termos evita contratar um espaço que não comporta o projeto pretendido.
Box: um lado aberto
O box tem um único lado voltado para o corredor e três lados fechados por parede. É o formato mais comum em feiras de pavilhão, porque permite alinhar muitos expositores lado a lado em uma mesma fileira.
As duas paredes laterais e a parede de fundo são compartilhadas com os estandes vizinhos, o que reduz o custo de estrutura. Toda a comunicação visual precisa caber em uma única testada. Por isso, a altura do fechamento e o tratamento dessa testada são os dois elementos que mais influenciam a visibilidade de um box.
Esquina: dois lados abertos
O estande de esquina fica no encontro de dois corredores e tem dois lados abertos em ângulo reto. Os outros dois lados são fechados por parede.
O ganho em relação ao box é a leitura da marca a partir de duas direções de fluxo. O projeto costuma tratar o vértice entre as duas aberturas como ponto principal, porque é dali que o visitante enxerga o estande de mais longe.
Ponta de ilha: três lados abertos
Também chamada de península, a ponta de ilha fica no fim de uma fileira e tem três lados abertos. Apenas um lado permanece encostado no estande vizinho.
Com três frentes livres, o expositor consegue separar funções: uma face para atrair o visitante, outra para atendimento e outra para apoio operacional. É um formato que pede projeto pensado em 270 graus, porque não existe um fundo cego onde esconder estoque e infraestrutura.
Ilha: quatro lados abertos
A ilha é cercada por corredor em todo o perímetro e não encosta em nenhum estande vizinho. Os quatro lados são abertos.
É o formato com mais liberdade de projeto. Também é o que exige mais planejamento. Sem nenhuma parede compartilhada, toda a estrutura precisa se sustentar sozinha, e depósito, quadro elétrico e copa precisam estar previstos dentro do próprio volume construído. Ilhas costumam ocupar as maiores metragens da planta e concentrar elementos de altura, como totens e mezaninos, quando o regulamento da feira permite.
Área externa: outra lógica de projeto
Em feiras realizadas ao ar livre, boa parte dos expositores ocupa lotes em área externa. O formato é comum no agronegócio, onde o espaço precisa comportar máquinas, plantio demonstrativo e circulação de veículos.
A diferença principal está nas condições do terreno e do clima. O projeto passa a considerar nivelamento de piso, drenagem, resistência a vento e chuva, e alimentação elétrica que raramente está pronta no ponto. Feiras como o Show Safra Mato Grosso e a Agrishow trabalham com estandes externos ao lado dos pavilhões cobertos.
Comparativo entre os formatos
| Formato | Lados abertos | Paredes compartilhadas | Ponto de atenção no projeto |
|---|---|---|---|
| Box | 1 | 3 | Testada frontal concentra toda a comunicação |
| Esquina | 2 | 2 | Tratamento do vértice entre as duas aberturas |
| Ponta de ilha | 3 | 1 | Onde alocar depósito e apoio sem fundo cego |
| Ilha | 4 | 0 | Estrutura autoportante e infraestrutura interna |
| Área externa | 4 | 0 | Terreno, drenagem, vento e alimentação elétrica |
Como escolher o formato
A escolha começa pela planta da feira e pelo objetivo da participação. Três perguntas resolvem a maior parte dos casos:
- Qual o fluxo previsto no corredor. Um box em corredor principal costuma render mais contato que uma esquina em corredor secundário.
- Quanta gente precisa caber ao mesmo tempo. Reunião fechada, degustação e demonstração de máquina exigem área e formato diferentes.
- Quanto de estrutura o orçamento comporta. Cada lado aberto a mais retira uma parede compartilhada e aumenta o que precisa ser construído do zero.
O regulamento de cada feira também limita altura, uso de piso elevado, fechamento de laterais e projeção de estruturas sobre o corredor. Vale ler o regulamento antes de fechar o projeto, porque essas regras variam de evento para evento.
Onde a Laux Brasil atua nisso
A operação de montagem do grupo, hoje a LX BR, trabalha com esses formatos desde 2005 e já entregou mais de 320.000 m² de estandes. O grupo atuou como montadora oficial de feiras como a Feira do Empreendedor do SEBRAE, a Edificar, a Encomex, a Expoacre e a Expovarejo, além de projetos de expositores em eventos como Agrishow, Expointer, Show Rural Coopavel, Primavera Farm Show, FIMEC e Beauty Fair.
Conheça a história do Grupo Laux Brasil e as três marcas que formam o ecossistema.


